Descubra a Colaboração de Mantraste com a Companhia Portugueza do Chá para a Edição Limitada de Chá Inspirada num Jardim da Lisbon Design Week

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Este ano, a Companhia Portugueza do Chá lança um Chá de Ervas de Jardim em edição limitada, com sabores de hortelã, erva-príncipe, rosas, jasmim, flor de laranjeira, cravos e peónias, misturado com carinho por Sebastian Filgueiras e embalado num design criado por Mantraste especialmente para a Lisbon Design Week.


Bruno Reis Santos, conhecido profissionalmente como “Mantraste”, é ilustrador, designer gráfico e autor. Cresceu entre cabeleireiras e pastores, nos matos entre o Nadadouro, Caldas da Rainha e Nazaré — uma origem rural que molda profundamente a sua estética visual.

Inspirando-se no misticismo popular, na natureza e nas suas memórias de infância, Mantraste desenvolveu um estilo único, com traços aparentemente ingénuos, manchas de cor francas e figuras toscas que celebram o imaginário do campo.

O seu trabalho cruza-se com diferentes suportes: exposições, edições de autor, capas premiadas de livros, murais, ilustrações para publicações, capas de discos, cartazes, identidades visuais e coleções de cerâmica. Por vezes trabalha e dá aulas na Stolen Books, em Lisboa, o seu refúgio criativo.

Sentámo-nos com o designer para saber mais sobre a inspiração e o processo criativo por trás desta colaboração única.


Entrevista com o Designer

Qual foi a inspiração para o design da embalagem deste chá de edição limitada?

Como se tratava de uma infusão floral, quis criar um jardim a ser regado e mostrar a semelhança entre um regador e um bule. Regar uma flor e servir chá numa chávena são gestos muito semelhantes. Ao mesmo tempo, independentemente do tamanho da flor, quando a sua infusão é consumida, ela torna-se maior do que aquilo que se vê. Essa foi a ideia-chave — um passeio por um herbário.


Como foi o teu processo criativo neste projeto?

Deixei florescer. Não pensei demasiado nesta imagem, deixei fluir. Escolhi as cores e deixei que se desenvolvesse naturalmente.


De que forma o formato da embalagem influenciou o teu desenho?

Neste caso, era um cilindro com uma tampa mais curta, então o desafio foi perceber o objeto e brincar com essa forma.


Que sentimento gostavas que as pessoas tivessem ao ver o teu design?

Pelo menos vontade de provar. Na ilustração, há dois grandes pecados: o primeiro é dar uma má capa a um bom livro, e o segundo, que para mim é ainda pior, é dar uma boa capa a um mau livro. Aqui, acho que não corro esse risco!


O que mais valorizas no design?

A sinceridade e não querer mostrar mais do que se é. A autenticidade é essencial.


Qual é a tua relação com o chá? Tens alguma memória ou preferência especial?

O chá que mais bebo é o “chá de 3 anos” [rooibos], que tomo todas as noites. Depois vem o chá verde e a camomila. Camomila com bolachas Maria talvez seja uma das minhas melhores memórias. Acho que o gosto e a visão evocam estímulos diferentes — conseguimos evocar imagens, mas o sabor é um território muito mais forte do que o visual.



Este chá de ervas de jardim, em edição limitada, está disponível exclusivamente durante a Lisbon Design Week. Uma mistura deliciosa de hortelã, erva-príncipe, rosa, jasmim, flor de laranjeira, cravo e peónia — não perca a oportunidade de provar esta colaboração entre sabor e design!