De onde vem a afinidade com a arte e o design?
As nossas paixões são vastas e refletem-se na ligação à terra, à comida, à aventura e ao acolhimento, assim como no amor pelo património local, pela beleza e pela conservação. Exploramos a arte e o design através da abordagem inovadora aos rótulos dos nossos vinhos e do apoio às artes através de um programa de residências artísticas, que já acolheu cinco artistas. Esta iniciativa é uma homenagem à matriarca da família, Teresa Caldas de Vasconcellos, artista visual e professora universitária, e tem como objetivo oferecer um espaço criativo para a produção de obras duradouras.
Que projetos culturais têm atualmente em curso?
Estamos fortemente envolvidos no enoturismo — organizamos provas de vinhos, um jantar mensal chamado A Mesa, visitas à adega, entre outras experiências. De dois em dois anos organizamos o festival cultural CAMP — este ano entre 4 e 6 de outubro — e também o OpenHouse, que junta gastronomia e música locais. Além disso, patrocinamos iniciativas no mundo das artes, como a Lisbon Design Week. Esta abordagem permite não só dar a conhecer os vinhos da propriedade, mas também abrir o rico património cultural e histórico do Algarve a visitantes de todo o mundo.
Usam artistas nos rótulos dos vossos vinhos — porquê? Como escolhem os artistas para cada colheita?
Sim, os nossos rótulos vão desde designs minimalistas inspirados pela beleza natural do Algarve — como o vasto oceano ou os padrões lineares das vinhas — até obras retiradas do portefólio artístico da nossa mãe ou resultantes das relações que criámos com os artistas em residência. Tornam-se escolhas com profundo significado e propósito.