Para concluir a nossa série sobre duplas criativas que vivem e trabalham em Lisboa, conversámos com Gezo e José da Oficina Marques sobre os desafios e oportunidades de trabalhar em conjunto num projeto — e como a pluralidade de Lisboa molda o seu trabalho.
Os nossos amigos da Morgado do Quintão, produtores de vinho com uma afinidade especial por arte e design, juntaram-se a nós nesta conversa, trazendo consigo algumas garrafas para partilhar durante o encontro.
Comecemos então por perguntar: qual é o vosso processo criativo e quais são os papéis de cada um nesse processo?
Gezo: O nosso processo criativo é muito colaborativo. Começamos sempre por escolher um tema para as novas coleções e discutimos qual será a linguagem, o código, o tipo de história que queremos contar — e, a partir daí, dividimos os papéis.
José: É um processo disciplinado e ao mesmo tempo caótico, porque a troca de ideias tem sempre essas duas componentes. Às vezes programamos o tema e falamos sobre ele. Mas depois entra num grande brainstorming — e isso acontece a dobrar. Por isso, há referências diferentes, informações diferentes, que acabam por se complementar no trabalho.