Na continuação da nossa série sobre duplas criativas que vivem e trabalham em Lisboa, falámos com Isac e Diogo da GRAUº Cerâmica. Com foco no artesanato em várias das suas formas, explorámos com eles o processo criativo colaborativo e o que distingue a cena de design lisboeta. Os nossos amigos da Morgado do Quintão — produtores de vinho com uma forte afinidade por arte e design — também se juntaram à conversa, brindando-nos com algumas garrafas.
Como se conheceram e quando decidiram começar a trabalhar juntos?
Diogo: Fomos vizinhos há muitos anos, foi assim que nos conhecemos — e nessa altura não fazíamos cerâmica. O Isac trabalhava como arquiteto e eu como designer gráfico. Depois veio a pandemia e decidimos mudar de vida e fazer algo com mais significado para nós. Ambos trabalhávamos ao computador e passávamos muito tempo a desenvolver projetos que nunca se concretizavam — que nunca ganhavam forma física. Por isso, trabalhar com design lento e criar algo tangível tornou-se importante para nós.
Isac: Sim, desacelerar, ter um ritmo diferente, criar peças não industrializadas. Há muita repetição, muita coisa igual por todo o lado — por isso, a nossa ideia é criar peças completamente diferentes. Mesmo que alguém peça três da mesma peça, cada uma vai ser única, porque sendo feitas à mão, cada uma carrega uma marca distinta. Adoramos criar peças únicas.